Noah Pupulman, autor de Mondo Putz, resolveu abrir o jogo sobre as garotas de sua vida. Leia os trechos exclusivos.
Sobre Angie Archibald Von Jew: "Garota simpática, bem estruturada, de alta libertinagem, mas um tanto presunçosa. Quando Rabino Dorfdorf indagou se pisaríamos na garrafa, tive de ser sincero: todas as quintas à noite, Angie era chegadinha num crucifixo. O que, na minha opinião, era uma tara inaceitável. Dorfdorf concordou".
Sobre Margot Bichobnam: "Margot não era judia e isso a deixava muito transtornada. Devido a uma mistura de culpa católica e remédios para artrite, a pequena garota do bairro Zaftig tentou se converter inúmeras vezes, o que só aumentava o descontentamento de Barney Spielvogel, o padeiro. Certo dia, voltando para casa, encontrei Margot estirada no chão com um pão francês cravado em seu coração. Fui obrigado a me vingar. Você entende, não é mesmo? Forcei Spielvogel a comer uma salsicha, o que lhe causou uma parada cardíaca logo na segunda mordiscada. Bom. Ele entendeu".
Sobre Anne Steinhorse: "Conheci sweet Anne em um rodeio, no Bronx. Naquela ocasião, Tico Schneiderman, o padre, havia previsto uma forte chuva em toda a costa. Ignorando completamente o aviso, Anne e eu corremos nus pela avenida principal e distribuímos apólices de seguro para todos os schvartzes que encontramos pelo caminho. Até que no fim do dia uma tempestade nos pegou desprevenidos. Fiquei temporariamente cego. Quando finalmente abri os olhos, percebi Anne beijando um garoto afro-americano chamado Malcolm Springs. Desde então, aceitei que meu destino era sofrer. Dois feriados judaicos depois, fundei meu próprio clube de comédia, o The Great Schmuck Joint Bar. Sucesso absoluto".
"Este aqui sou eu".
"Esse é o meu livro favorito na infância. Ganhei ele apostando num jogo chamado Circle Jerk".
"Essa é uma foto do meu clube".
"Bom, tchau, obrigado e não deixe de ver o novo filme do Spielberg".


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