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Para não dizer garrancho podre, vamos apenas assumir que Sketch Bimbo era um desenho estranho e desengonçado. Nem bem sabia quem tinha delineado suas curvas tortas, foi entregue de presente a Manchugo da Pingueira Geral, o magnata da maminha de Serra Leoa. Este, por sua vez, não pensou mais do que trinta segundos antes de pendurá-lo no fundo de seu porão Obscuro. Um lugar olvidado, recheado de presentes de segunda linha que o ricaço havia recebido nos últimos torneios de strip-banco imobiliário.
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Duzentos e vinte e três anos antes, um bruxo de araque conhecido por Indiana Sonseco recebeu a pena máxima do condado por estrangular uma lebre durante o Festival do Ensopado Feliz. O juiz, Seu Tonhão, também conhecido por Claudecir da Pingueira Geral, foi o alvo da última maldição do místico toleirão. Para a sua família seria entregue o Quadro da Dor, uma obra criada por Sonseco a partir do suco gástrico de Menelau Menestreu, um demônio arretado. Para surtir todo o seu efeito infernal, O Quadro da Dor deveria ser presenteado a um descendente direto de Seu Tonhão, para ser colocado em um porão. Assim, seriam amaldiçoadas as almas de todos os seus consanguíneos. Inclusive a sua própria.
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Duzentos e vinte e três anos e um dia depois, nada aconteceu. Afinal, os bruxos também erram.
January 29, 2008 | Permalink | Comments (0)
Nefasto é o coração de Almeida
que esfacelou o neocórtex de Ofélia.
Diabólicos são os olhos de Angela
que sufocou Dado com sua calcinha.
Selvagem é a vulva de Vânia
que arrancou um pedaço do schmuck de Silverstein.
Fria é a pélvis de Reinold
que abriu a coxa de Dalva com uma garrafa de rum.
Amáveis são as revoluções de Ivanova
que arrancou as amídalas de Ivanovich com um hino.
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E pensar que Dr. Hans Grüber não acredita no amor.
January 28, 2008 | Permalink | Comments (1)
January 25, 2008 | Permalink | Comments (1)
Loome Roberts cansou de ser confundido com um duende. Largou as moquecas e foi morar na Irlanda para trabalhar como segurança em um jardin privée. Desde então, sua única reclamação é em relação aos duendes de verdade que vêm para perturbá-lo nas noites de quinta. "Nem tudo pode ser barganhado", conclui Loome.
Daddy Hainsworth era afccionado pela palavra rumpelstiltskin. De tanto pronunciá-la diante do espelho, acabou recebendo a visitinha indesejada de um monstro ancestral de vinte e cinco centímetros. Daddy trabalha hoje como advogado adjunto na Palmer & Daniels. Seus colegas o classificam como um homem austero e arguto.
Bleep Nada era um homúnculo profissional. Contando seus trabalhos amadores, ele já participou de duzentas e trinta campanhas publicitárias para alvejantes de banheiro e setenta e oito filmes pornoeróticos não-oficiais, sendo sempre creditado como Demasiado Pequeño. Certo dia, foi identificado por fãs enquanto pedia uma tortija no drive-tru. Os jovens misturaram Bleep com o picles de um hambúrger e fizeram um almuerzo coletivo. Nhac, nhac, nham. Tchau, Nada.
January 24, 2008 | Permalink | Comments (2)
January 22, 2008 | Permalink | Comments (1)
"Ih, olha lá. Chupou a carne dele, ó".
"Te liga, meu. Tão namorando tipo inferninho".
"Saca só. Igual ao meu sonho na praia".
"Solta esse pastel e gruda o olho na japonga".
"Tá vendo? Já peguei".
"Pegou pra capar, porque o grude é fueda, véio".
"Ih! Tão virando luz".
"Por favor. Feche o zíper, Steinfeld".
January 21, 2008 | Permalink | Comments (1)
Luke Malboux publicou o que não devia e foi morar com as tatuíras, em Arroio dos Ratos.
Jimmy Mais Dois escreveu um texto ousado sobre uma figura conhecida e hoje trabalha como sub-redator auxiliar no Campo de Concentração Anônimo.
Barry McMuldorf tirou fotos de uma condessa devassa. Ele só foi encontrado duas semanas depois, atirado sobre o colo de uma garota chamada Mary, segurando um copo semivazio de bloody mary. Quando as luzes acenderam, Mary ficou feliz em perceber que o sangue não era seu.
Em resumo, não tenha medo do que você publica. Afinal, o paraíso existe para isso.
January 18, 2008 | Permalink | Comments (6)