escreve poesia e peças de teatro. sua escrita tem fortes recortes
arcaicos tais como os de gil vicente e de poetas provençais, com obras
de grande fôlego. sua temática também caminha por temas
anti-clérico/sociais de alto teor sardônico.
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Fragmento do poema: Uma história ordinária (Aventuras de um mui inadjetivável herói en Terra Brasilis)
Canto II - A musa, esta cadela anciã.
Calem-se e ouçam
Pous trago comigo
Uma vontade mui grande
De ser ouvido
E antes do olvido
É preciso lembrar
Então sigo
Pous não havendo motivo
Tampouco há delito
Em aumentar
O terror e a glória
Deste herói foram
Também pudera
Alvo de um sem número
De silêncios
Tão morto está agora
Começam a arfar
As vozes desinibidas
Para o achincalhar
A sua não passa
De uma história imbecil
Abobalhado quem lê-la
Idiota o editor
E débil quem crê-la
Assim falaram aqueles
Que bem quiseram
Tão dura a sorte
Ainda ouso dizer
Que este herói sem lar
Foi também um homem
Foi também um bravo
E não obstante
Foi também um errante
Cabe de suas palavras lembrar
Para introduzi-lo com esmero
E para soar mais Homero
Calem-se imorais
Que aqui vos fala
O descendente
Do mais sábio dos mortais.
Se não sábio ao menos belo.
Se não belo ao menos bom.
Se não bom vá lá singelo.
E mui amigo companheiro peleador
Não me ovacionam por falta de pudor
Só resta manter-me digno
Deste dom de nobreza vitalício
E erguer a cabeça para que melhor se perceba
Minha silhueta aproximada com a estátua
Grande figura
Figura exata.
(E que bela napa!)
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escute o poema de mariana messias aqui

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