há muito tempo a música o movimenta. a canção foi para ele a via de expressão máxima
entre música e poesia. a sonoridade das palavras, as imagens embaladas pelas ondas de som, o ritmo e a intensidade que o som oferece ao teor da palavra. como músico e compositor, participou de muitos festivais com canções de sua autoria, e há anos acompanha os poetas fabio godoh, marcelo noah e diego petrarca com trilhas de diversos gêneros. lançou-se como poeta na exata fronteira em que a palavra se rende ao embalo dos sentidos. a musicalidade implícita nos significados, a textura do fluxo que se sente ao ouvir um poema.
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DIGO
E pinto um som em sólido juízo
Da boca, a letra à língua escapa
SIGO
Navego só um verbo intransitivo...
Um gole de diálogo uníssono
Encomendar seu significado
Assopro mais um verso distraído
Acumular o vago precipício
Por onde tento dizer e caio
Guardado em pensamento diluído
Transformo o silêncio em hálito
Preciso
te entregar meu mais preciso
Um vidro em movimento intacto
RITMO
Meus lances e nuances sem indícios
E sigo em desalinho sensitivo
E por descuido
Entro e saio
Enxergo meu lugar em mim
possível
No Impossível surdo me distraio
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escute o poema de felipe vargas aqui

È Felipe Vargas, do RS, gostaria muito que ele respondesse o meu e-mail. Rose, Natal-Rn
Posted by: Rose Torres | 17-11-2009 at 12:27