mais conhecido como "o dadaísta do bom fim", nasceu em montevidéu mas mora em porto alegre, onde
sobrevive
em meio a ostensiva vadiagem da avenida osvaldo aranha,
escrevendo poemas situacionistas e fazendo política literária na
lancheria do parque. transa gonzojornalismo neoísta e poesia de
retaguarda, tendo criado e desenvolvido diversos anteprojetos nessas
áreas, entre eles, o "congresso de poesia totalitária algonauta
navepoesia galacto-canibal", o enigmático programa de rádio "clara
crocodilo show", além de diversas atividades ligadas ao marketing
nonsense. poeta em migalhas, cronista do absurdo, contista
fragmentário, godoh tem se dedicado ultimamente a empregos
não-literários, como a pós-literatura e a produção de conteúdos para novas mídias (prefácil),
atuando principalmente na rádio ipanema fm, na revista cidade b, e em seu projeto
estético-cultural chimia geral.
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a estética do cio
poeta
se queres confiar no poema
esquece as palavras
porque as palavras
não têm palavra
encare o poema
como um problema venéreo
pois com as palavras
ciumento poeta
só há amor no adultério
com as palavras não tem papo
isso é fato
e nem nexo
porque o poema
casto poeta
é um estupro
sem sexo
portanto
se queres cumprir tua pena
de poeta
perdoe as palavras
libidinosas e reles
pois as palavras
profundo poeta
são como as flores
sem alma
só pele
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escute o poema de fabio godoh aqui

Bom, bom
Posted by: Rodrigo, o Anônimo | 30-04-2007 at 21:33
Fazem dois anos que eu escuto esse poema sem parar.
Posted by: Felipe | 11-10-2008 at 19:27
Gênio
Posted by: João Mognon | 01-05-2010 at 08:53