a obscena mulher estrela
causou um tédio do tamanho da neve
e a nave de neve, não
um buquê de femininos foi visto quando não houve sobrevôo
mais adiante, nas paragens do Geiser
um buquê de bosques tristes,
uma fritura natural quebrava galhinhos
que antes pareciam soldadinhos de chama
lá
longes latitudes como a europopéia norte - nascia
o pelicano trágico, mandava medo do seu olhinho
um pinguim pélvico sai da sacristia da cintura
a fêmea gélida e nua, nave
enfim
sem sabor de vida
o canto molhancólico de pássaros de praias frias contém, em segredo, pôr-do-sol embebido em mar.
Quando o sol se põe, feito uma rosquinha de explosões mergulhando em delícia gélida
um velho homem chora em um café – coloca sua boina no peito e contempla o horrizonte
terribiligência!
eis atrás do cabelo da curtina
o desespero do vazio da vida.

