D'EUS

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Engendroso,
janeiro de 2010
Huancahuasi, Peru


*


e desperto bem de perto
d'uma organização natural
a cor da montanha que se monta
flui a visão viva do real

o sentimento profundo do tempo geológico
o entendimento mais fundo do que o ser lógico

e vem a vida de fronte ao que conhece
como se a memória da pedra que não esquece
estivesse ali evidente, nos fazendo previdente
do porvir e do passou

pouso meu silêncio sobre mim
sou Ser em relação sem fim
sempre meio, sempre vindo
conhecendo sem rodeio e mesmo assim a rodear
como mil laços de sentido que se tramam circular
complexíssimo em maravilha
mas que no centro desperta a ilha
do virá da direção
são mil seres em mil mundos
mil em cada parafuso,
do engreno-coração

meio humano, meio luz
sou tramado que conduz
minha própria
direção



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January 16, 2010 | Permalink | Comments (2)

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flamas em flâmulas, cabelos, escamas,
todo movimento abre-se em momento
todo retorcendo, sombrio
volta-se ao centro

em luz, toque da chama
ao revés do universo, conclama
o nome de tudo que ama

é abertura que magnetiza
é o chamado minúsculo da brisa
e de mil gulhos do fogo
que constróem assim o fractal eterno do jogo

e na teia dos mil mundos da vista
arranha no deserto do desejo uma pista

algo que indica o já indicado
uma insígnia antiga sem predicado
é como flecha que fecha sem mostrar o lado
e assim a tudo orienta
o já orientado




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January 16, 2010 | Permalink | Comments (0)

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November 01, 2008 | Permalink | Comments (4)

Nave 02: vida-fatia.


Lágrimas digitais sobre imagens captadas entre junho de 2006 e outubro de 2007.

August 02, 2008 | Permalink | Comments (0)

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"A girafa é um cavalo curioso."

February 26, 2008 | Permalink | Comments (2)

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Photo 2

sem sonho, a cratera cíclica constrói casualidades
no olhar do bicho que se tem em casa
se cria uma criança de desespero
sem pergunta, nem porta
a tarde é cinza,
o ato, sózia.

October 13, 2007 | Permalink | Comments (1)

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Querido
eu não sou nada
quando recebi o darshan (a visão) do meu Irmão Grande,
eu fiquei feliz; Ele me elevou

Querido
sou muito pouco
eninhado na atmosfera de fumaça,
o conhecimento desgastado gera nuvens,

Querido
muito pouco, sou pequeno,
sou peixe de sereno

não sei de nada de fato,
essa certeza se expande
o mistério se alastra

e só há rastros para ti Ó Querido,
Quem és Tu Óh Querido? Quando?

me lembro em memórias;
quando me apareceste pouco,
mas suficiente;

eras Cooperação entre Todos
os Planos; e isso me fez um Feliz
do tamanho do Espanto que desespera
o Homem que Vê que tudo morre.

memória tão parecida com miséria
irmã mais velha da matéria

mesmo elas, lindas e de idéias,
enuvecem Teu Lar; que Só é
Presença;

Óh Querido
sei que não estás no quando;
mas meu vento é bruto e me vem
assoprando: quando?

mas as Misérias Certas só podem ser recolhidas
pela Tua Mão; assim Vejo, mesmo que pequeno,
um buquê de segredos,
armados pelo silente;

todo o momento é O Momento,
tento dizer isso para a mente que me governa,
e quando Vejo Isso, mesmo que uma nesga de Ver,
o meu corpo pulsa; meu tronco no Todo vibra;
me sinto grudado na Vida,
mesmo que galhinho;
por sorte não foi quebrado.

não tenho a benção disfarçada da depressão
mas tenho a benção disfarçada da conquista diária;

um caminho mais sinuoso é ser feliz pela matéria;
mas espero que, mesmo, pela linha torta da miséria
o meu Irmão Grande volte,
espero que Ele, meu Mestre, toque a minha testa

e assim eu aprenda a Visão,
que assim eu possa Te contemplar
Ó Querido; sendo no Teu Seio; e também possa ter irmãos;
jovens ou antigos; sei que provém;

a Liberação reina no deserto dos Desejos;

ainda devoro peixes,
porque o barco precisa de remos;

e na jangada das inconstâncias,
adormeço entre os marasmos
do pensar fugidiu;

Espero em Sonho O Grande;
que cheio de flores no coração é lindo
como a tempestade serena,
que invade o silêncio
Sempre pedindo Permissão.

Ó Querido; Quero!
mesmo que para isso,
não precise mais
querer.

September 04, 2007 | Permalink | Comments (1)

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200707242342

nada havia
minha nave naive navia

navia por novidades não novas

nada havia

navia
minha nave naive

por nada
havia.

July 02, 2007 | Permalink | Comments (1)

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a obscena mulher estrela

causou um tédio do tamanho da neve

e a nave de neve, não

um buquê de femininos foi visto quando não houve sobrevôo

mais adiante, nas paragens do Geiser
um buquê de bosques tristes,

uma fritura natural quebrava galhinhos
que antes pareciam soldadinhos de chama

lá
longes latitudes como a europopéia norte - nascia

o pelicano trágico, mandava medo do seu olhinho

um pinguim pélvico sai da sacristia da cintura
a fêmea gélida e nua, nave

enfim

sem sabor de vida
o canto molhancólico de pássaros de praias frias contém, em segredo, pôr-do-sol embebido em mar.

Quando o sol se põe, feito uma rosquinha de explosões mergulhando em delícia gélida
um velho homem chora em um café – coloca sua boina no peito e contempla o horrizonte

terribiligência!

eis atrás do cabelo da curtina
o desespero do vazio da vida.

May 03, 2007 in [pura poesia] | Permalink | Comments (1)

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200707242346-Tm

"Quando as estrelas imaginadas
caem nas montanhas
causam cidades."

May 03, 2007 in [frases] | Permalink | Comments (0)

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200707242309

Cristéulo de Areia.

Andando na praia profana vi
Um cristéulo de areia

No mar miraulo ri;
Do basalto-em-sereia;

Furtivo peixe, sei
O peixe da santa-Ceia

Em ti, ó, déia-diz
Porque a Deusa, fez-se meia?

Desmorona cristo-crú,
Do teu altar-de-peixe-espinho
E das hastes de tua testa em Tu,
Se aligeira o farpo ninho.

Principeu do paspalácio;
Do milagre fez-se ateu
Antes Cristo,
foi palhaço.

January 17, 2007 in [pura poesia] | Permalink | Comments (2)

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Arado Total.

Todo conhecimento pensado
é conhecimento adquirido.

Nem ido, nem ficado.

A vida brinca,
como se fôssemos formando um traço de conhecimento pela areia.

Um arado do tempo
que flutua sem dentro.

Como uma ilha de areia de lágrimas.

Incrustramos no nosso potencial vazio,
as égides de por onde nosso ente passa.

De grânulo em grânulo
a mente
enche o Fato;

Mas a vida é apenas um descurtinar
já programado;

plano, planificado, no horizonte sem escalas
da Maiormente - de repente.

Um descurtinar que resolve pedrúnculas,
acumuladas na Praia Celesta;
areia arada pelas possibilidades;

O Todo sabe e o Todo reconhece,
todos os traços na areia;

Tanto que para o Todo
não exista sequer areia;

quanto menos menor arado;

do tudo, ao nado.

Pois nos traços potenciais dos tudos;
os grânulos da existência-expressa
ficam no corpo-cobra-corrente das mentes disperças
na busca,
de plefificar-se-a-si-mesmas.

castelos de areia caem
Cristos Crescem.



January 17, 2007 in [pura poesia] | Permalink | Comments (0)

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Euvimevou

November 30, 2006 in [insight sobre foto] | Permalink | Comments (1)

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tarde transbrasil

quando a tarde toca o solo da infância
e se cai naquele sono de nublado.

o mundo todo se move,
mas o silêncio na sala de estar
invade a minha criança 1994.

a televisão docilmente abre a janela,
los angeles ancestral.


alguns amigos no colégio.
outros trancados na tarde.
suas tias preparam achocolatados.
masturbação de braços atados.

o pátio é o autor do crime,
os paralelepípedos ficam sempre
nos mesmos lugares.


tento pisar dentro, sem pisar no rejunte.
um, dois, três.
um som de nave corta o ar,
o silêncio parece engordar,
como uma nuvem supersônica
se despede no ar.
avião
ave vã.

November 28, 2006 in [pura poesia] | Permalink | Comments (1)

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Vacas_chimia_1

October 13, 2006 in [insight sobre foto] | Permalink | Comments (0)

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"Deus é o óbvio do ovo."

June 08, 2006 in [frases] | Permalink | Comments (3)

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Esfera, 1976.

Gego

Dos hemisférios voláteis da perempterna frouxa, aflua os planos cartesianos em cacos. Duovo, doppio senso tridimenso. Imenso como tudo aquilo que está para nascer. Como uma criança grávida. Um feto fato. Físico extrato da magenta magnética da dor radioativa. Óvulo vasto, aberto, encraquejado em um sentido das Rosas dos Ventos. Sur Destado, é em manhã anã. Vertical falível. Qual frívola delicadeza aramaica. No jardínculo de rosáceas mamíferas, capilares sentidos crescem e se enroscam. Clara manhã. Clara como a névoa que voa e vigia - os espaços entre a vida e a armadilha.

May 20, 2006 in [insight sobre foto] | Permalink | Comments (1)

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"Sem outro, sem essa
a minha liberdade termina
onde começa."

May 12, 2006 in [frases] | Permalink | Comments (1)

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200707242343

“A finalidade de todo movimento é roubar a cena.”

April 20, 2006 in [frases] | Permalink | Comments (4)

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Eu sei que a violência é quando a gente faz movimentos bruscos com os nossos cílios. Acontece que os nossos braços e pernas são continuação dos nossos cílios. Os nossos cílios são filhos dos buráculos. Os cílios crescem em pequenas perfurações do olho. Essas perfurações são os caminhos tubulares da pálpebra, chamadas, ninhos dos cílios. E, conforme a teoria, os ninhos são as mães.

    Quando você está dentro de uma  pálpebra você pode tirar das paredes uma substância doce que se chama lágrima postiça.

Nutre. E acalicia.

April 20, 2006 in [conto em poemia] | Permalink | Comments (1)

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(dedicado à marcelo noah, que também existia em 7 de julho de 2001)

O meio-poeta disse: mas a verdade é mentirosa na maior parte do tempo e o mundo é muito mais abstrato do que a própria abstração das mãos tocando as estrelas. Passei minha mão no mundo, e no céu. Quando minha mão rastejou no céu algumas estrelas cairam. As estrelas caíram na calçada e algumas pessoas pensariam que poderiam morrer por causa disso, mas não. Eu sorri quando algumas estrelas se divertiam em cair nas calçadas, e elas sorriam até apagar. Eu chorei quando a que eu mais gostava apagou, aí eu fiquei embora.

April 20, 2006 in [pura poesia] | Permalink | Comments (3)

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Ela alí, toda cotovelo, com o olhar desmaiado por cima do lábio.
Ria, qual menina que desbunda suspendida no balanço.
Da despedida.

April 20, 2006 in [pura poesia] | Permalink | Comments (1)

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200707242334

"Escrúpulos são músculos morais."

April 13, 2006 in [frases] | Permalink | Comments (0)

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Um gurizote engasgado de susto santo, sentado espera o pranto que amacia. Macio é seu manto e seu espanto, tanto quanto queira enquanto. É um menino de méritos frágeis, cujas pernas curtas sustentam a cabeça de mundo que enquadra os olhos azurros celestinos que, em estático menino, bambeja a natureza d’águo aquarino. Chouro lorino. Pingo, nem ninho.

March 26, 2006 in [conto em poemia], [pura poesia] | Permalink | Comments (0)

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200703241750

March 24, 2006 in [insight sobre foto] | Permalink | Comments (0)

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200703241743

March 24, 2006 in [insight sobre foto] | Permalink | Comments (1)

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à eiffel

melancólica metálica
dragoa grua e nua
ocidente oxidado
estrutura tantra de ferro y luz
estatura eiffel - pé direito do oeste

tua arrojada envergadura de mental
fica sólida quando lida

nossa querida
athenas sideral

March 07, 2006 in [pura poesia] | Permalink | Comments (2)

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ladraõ

February 28, 2006 in [pura poesia] | Permalink | Comments (5)

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200707242318

vejo longinquo pelo plexo
entre as hastes da porta
doutro lado do fundo de quintal
passando as acênias e outras plantas de nomes esquecidos

um quase-qualquer-coisa que toca profundo

lá, naquele longe logo alí
o ourives grouxo grisálio e grená
dobra-se sobre si mesmo
qual uma lesma de paletó

a cinzura do cigarro navega o ar
a barba porfazer adensa o câncer dos cantos
a casa torta e por pintar ajuda o ato

vaga
a cena fica feita num jardim de fundos
de qualquer casa do pais-país

vou-me qual proeminente ministro perplexo
deixando lá - a cena em solitude:

o velho grená
operando o sacrífico de seu ofício:

digerindo diamantes
lapidando dinamites

February 28, 2006 in [pura poesia] | Permalink | Comments (0)

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com a poesia eu posso
com a poesia eu passo

com a poesia eu posso
com a poesia eu fasso

dar um passo sem poesia
e com poesia
                                                                                dar um passeio
                                                                                                                fora do passo

February 28, 2006 in [pura poesia] | Permalink | Comments (0)

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vira
gira

vira
girasol

vira

ao sol

que emana

vida

gira

à vida

e vira

sol

February 28, 2006 in [pura poesia] | Permalink | Comments (0)

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200707242333

pelos poros da fruta preciosa
Dell olha
obsonha as vastas vontades dos seres-mundo
rastejando por sobre os desenhos dos desejos

as cobraninas,
ninam em sonhos ondulares
e vagueiam,
sem saber que a vida é vácuo
entremares

e Dell olha,

poromptuoso, olha e lança
louco
a linda curva do dedo-naja
a fruta é turva,
mas não vaga

caiu

em gravidade se espatifa
o homem-cobra se delimita
ao rastro circular

então
enfim,
a fruta-sua
mesmo que bichada

e,
agora,
nua

a boca avança,
e envole em lança
a fruta
futura
em semente negra
de desejo
emsperança,

Dell deleita,
ergue o império sem-receita
sabem os rastejantes,
com o penso de sua peita,
que cá está
por fim,
a última seita

February 28, 2006 in [pura poesia] | Permalink | Comments (0)

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Um velho muito velho, de rugas do tamanho de todos os mundos no mundo, de rasgos ancestrais como os astros de veias em verduras, como as letras celulares que simbolicamente compõem a pele de todos os mamíferos. Um índio velho de tão vasto, encosta suas costas na parede carcomida e descascada de um apartamento emprédio antigo. Veste pois uma regata e segura assim entre os braços de um colo de peso elétrico, uma guintanra sideral - um musical doudo que adormece neste leito vesgo de carne e misticismo,. Dourme e bouceja como um bambo bebê esguio, pronto para chorar por todas as nações do mundo enquanto o olhar indígena morre no horizonte vacuo do outro lado da janela que faz dançar das cortinas carícias.

December 05, 2005 in [conto em poemia] | Permalink | Comments (0)

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Imagem1

simpatia magnotésis - simplório glaucho farfasis - gargalho gigantím - nassau guanaes

November 15, 2005 in [insight sobre foto] | Permalink | Comments (1)

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o traçado encigarra. "furtivo e cinzento na penumbra última vai deixando seus rastros na margem deste rio sem nome que saciou a sede de sua garganta líquida de pensário lupino" - enquanto lê esse mesmo verso, um faro de conhecimento invade suas narinas. É o extrato do livro, a fragância que afina as páginas e que amarela o toque. os dedos dedilham, o pensamento descobre, o véu voa finamente, um traço de penso passa. o cigânro gargalha. o silêncio dança como a fuma de um cigarro. flamíngua discreta, como femina gasosa. fumalha líquida. gralha noar.

November 13, 2005 in [pura poesia] | Permalink | Comments (2)

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Ali fora,

afogam-se

mais fora do que ali mesmo

as normas

nesta espuma

que emprumaria

nesta placenta

plácida e esguia

como se a vida fosse o lado de dentro da verdade


o útero invertido

das possibilidades





October 28, 2005 in [pura poesia] | Permalink | Comments (2)

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eu sou um homem em dislexia

estou aprendedo a falar

a língua que deveria



October 28, 2005 in [pura poesia] | Permalink | Comments (1)

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“Física quântica é uma física em que as quantidades cantam para disfarçar.”



October 27, 2005 in [frases] | Permalink | Comments (0)

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fumar.

feito fato enfumecido; o vigor vasto do claque do tabaco; enqueima.

logo vaga pelas veias, o torpor quasenatural, que irriga a vontade de esmaiar.

fumar.

fito o pito. enqueima. grisalho gosto. desempenha a fumaça, a dança maismulher.

fumalina; bailarina; grís mais leve que o ar.

fumar.

emprado; transporta para os nortes; mundos desnudos; desbravar.

dismalaya; arabenta, o estouro do tabar. claque clave. minimundo. enfurmar.

na janela; na lavoura; emplanta; que me abana; as antenas biogerais.

me conecto com a montanha; fumaça; baila e nana; quando em fuga, dissipar.

não fume fundo; só de leve; quão leve, ser o ar.

então fumar.

e fumamundo, fuma o fumo na traquéia longuilínea do voar.

October 20, 2005 in [pura poesia] | Permalink | Comments (0)

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Euerony_1_2

na terra rouca do sonho;
alí então se firmou; afirmo.
abismo do beijo básico;
buraco raso entre mim e o outro;

-

eu não sou eu; nem so outro;
sou qualquer coisa de intermédio;
pilar da ponte de tédio;
que vai de mim; para o outro;
que não sou;
nem mesmo sendo;
em foto; eis o fato;
entre eu, não outro;
um tiângulo;
ynor ebê;
yeu.

October 12, 2005 in [insight sobre foto] | Permalink | Comments (0)

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plenitudo


















October 12, 2005 in [pura poesia] | Permalink | Comments (0)

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