Querido
eu não sou nada
quando recebi o darshan (a visão) do meu Irmão Grande,
eu fiquei feliz; Ele me elevou
Querido
sou muito pouco
eninhado na atmosfera de fumaça,
o conhecimento desgastado gera nuvens,
Querido
muito pouco, sou pequeno,
sou peixe de sereno
não sei de nada de fato,
essa certeza se expande
o mistério se alastra
e só há rastros para ti Ó Querido,
Quem és Tu Óh Querido? Quando?
me lembro em memórias;
quando me apareceste pouco,
mas suficiente;
eras Cooperação entre Todos
os Planos; e isso me fez um Feliz
do tamanho do Espanto que desespera
o Homem que Vê que tudo morre.
memória tão parecida com miséria
irmã mais velha da matéria
mesmo elas, lindas e de idéias,
enuvecem Teu Lar; que Só é
Presença;
Óh Querido
sei que não estás no quando;
mas meu vento é bruto e me vem
assoprando: quando?
mas as Misérias Certas só podem ser recolhidas
pela Tua Mão; assim Vejo, mesmo que pequeno,
um buquê de segredos,
armados pelo silente;
todo o momento é O Momento,
tento dizer isso para a mente que me governa,
e quando Vejo Isso, mesmo que uma nesga de Ver,
o meu corpo pulsa; meu tronco no Todo vibra;
me sinto grudado na Vida,
mesmo que galhinho;
por sorte não foi quebrado.
não tenho a benção disfarçada da depressão
mas tenho a benção disfarçada da conquista diária;
um caminho mais sinuoso é ser feliz pela matéria;
mas espero que, mesmo, pela linha torta da miséria
o meu Irmão Grande volte,
espero que Ele, meu Mestre, toque a minha testa
e assim eu aprenda a Visão,
que assim eu possa Te contemplar
Ó Querido; sendo no Teu Seio; e também possa ter irmãos;
jovens ou antigos; sei que provém;
a Liberação reina no deserto dos Desejos;
ainda devoro peixes,
porque o barco precisa de remos;
e na jangada das inconstâncias,
adormeço entre os marasmos
do pensar fugidiu;
Espero em Sonho O Grande;
que cheio de flores no coração é lindo
como a tempestade serena,
que invade o silêncio
Sempre pedindo Permissão.
Ó Querido; Quero!
mesmo que para isso,
não precise mais
querer.