Nave Nouveau

Gimnopédia dos prédios (parte 1).

"da ingenuidade dawkins:

os cientistas são crianças
que falam difícil e
constróem brinquedos enormes;"


- joão mognon

- - -

os artistas e misticos são crianças
que sonham despertos
e sofrem com as pedras que lhes caem nos olhos
desferidas
pelo teto

e sonham acordados
e cantam os estranhos sons
que lhes atravessam as entranhas
vindo de outros espaços
enquanto não entendem
que tudo vomita acordado
e os dias que vão ao contrário
são apenas os dias
que lhes separam
do dia
em que tudo
estará acordado

e enquanto ele não desiste
os outros sofrem
pelo dia azul
e pelas flores escuras
que não páram de sossobrar
desse vosso canteiro
aonde não mais pertencemos
e os dias
interessantes forasteiros
apenas continuam
como barcos e crisálidas
que nos encontram pelos quatro cantos
desse escafandro imundo
chamado jeremias
e os outros polvoróticos
intensos salvesmundos
que não sabem a distância entre aqui
e a serra pelada
aonde o monge granjeiro
se esconde
comendo a calma cortada
pela mão do formigueiro

e segue assim o ônibus penha
sem sabermos se indo descemos
ou se caímos diante dessa lenha
sabemos apenas que estamos indo
para um doce desfiladeiro
chamado besteira
aonde o nada nos sorri como o volume sincopado
do alarme dos carros
que não pára de nos encomodar
díspare sintoma de sorrir para o luar
enquanto o seu corpo,
nunca agüentado
entrega-se à rotina de saltar a firme firma
que lhe convém o lento néctar hospitalar
que lhe congela as guelras
e lhe transforma em uma vítima
de primeira

- Guilherme Pilla

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It_turns_me_inside_3













































re
distribuição do acomponho
só para Ti que distribuo este sonho
enquanto nao páro - sonho
 

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Insterstício

Yogue_new_age_04




































"Viveu, eu não sei quando,
talvez nunca...
Mas o fato é que viveu,
um rei desconhecido
cujo reino era o estranho Reino do Interstício.
Era senhor daquilo que está entre a coisa e a coisa,
dos intra-seres, daquela nossa parte
que fica entre vigília e o sono,
entre silencio e palavra,
entre nós e a consciência de nós;
e assim um estranho e mudo reino
segurou aquele rei misterioso
segregado da nossa idéia de tempo e lugar.
Aqueles supremos desenhos que nunca chegam
a atuação - entre eles mesmos a inação -
Não coroado, governa. Ele é o mistério que
Fica entre os olhos e a visão, nem cego nem vidente.
Nunca teve fim nem principio,
vazia estante sobre sua presença vã.
É somente uma fenda em seu ser,
a caixa destampada que tem o não-tesouro do não-ser.
Todos pensam que ele é Deus, menos ele."

(F. Pessoa)
 

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Travelling_so_far_versao_menor





























o lá é aqui
e acolá
 
 
travelling so far
 
trying hard not to die
trying hard not to be a lie
tryind hard not to be a invisible sign
trying hard not to be just an unlistenable
sound behind

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buda

Buddha_17

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