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Ouvi claramente, em meio a este intelectual pop que é Arnaldo Jabor. A este intelectual público que é este corpulento senhor que se desfraldava em nossa frente (platéia plínia) sob o palco. Em meio aos trancosos e inconclusos pensamentos deste pensador-brasil, ouvi falar sobre o fim das utopias. Sobressaltou aí, os cinzas ranzinsos de seu couro de face já maltratado pelo tempo e pelo luxo. Vi sua derrocada. Saua barriga se colocava para fora do corpo, como se sua nutrição aolongodavida se rebeliasse a tal corpo funesto. Dele brota, agora em palavras que é o que faz bem (eis aí sua performance e identidade) uma desesperança forçada, de quem não quer desesperançar. Como se fosse um gênio que dança a valsa da hora e se deixa desaparecer ao meio de todo o baile. O fim das utopias. Este é o passo óbvio desta dança enfadonha. Não ouvem por certo, as musicalidades de uma banda maior neste salão? Música feita dos susurros daqueles que loucamente derretem-se ao prazer da dança pela dança deste rcinto em expansão sem fim. Do simples contato. Do simples outrem.Fim das utopias Jabor? Donde está teu Labor?
Não seria a internet a Grande Utopia pós-moderna? Não seria a internet a Grande Utopia pós-eterna? Quando forçosamente damo-nos conta do fim das esperaças teóricas, não nos nasce assim de foma física a maior de todas as teorias? A maior de todas as esperanças? A maior de todas as Utopias?
O maior de todos os sonhos de universalização. Todo o delírio ocidental concretizado plásmicamente na mesma zona. Toda a história abarrotada em um espaço em expansão absoluta. Que, em poucas décadas, terá produzido mais unidades de informação do que tudo o já produzido até hoje, se olharmos do foco do sistema nosso de cada dia. Um espaço virtual que se desdobra por sobre toda a realidade, aí sim, consumindo-a, cristalizando-a, sobre a forma de uma forma. Sobra a vivacidade do digital. A conexão entretudo. A rede incita-nos a espelhar nossa mente em seu funcionamento absolutamente eficaz e memético. Rizoma Raso. Mas as mangueiras abarrotam de líquido leve, toda a piscina. Adensando a beleza da descoberta. Noss'alma converte-se em rede. Nossas percepções compreedem este aspecto. E a Utopia se faz viva. Pois, desde sempre, a utopia é a vida. O homem nada mais é do que um representamente cada vez mais perfeito do próprio universo. Chegamos na era cristalina. Na transparência do bem. Onde o negativo e o positivo se olham como um espelho que encara o outro. O silêncio reina na imprensa.

