Esse é o princípio do verdadeiro ciborguismo. Quando o próprio corpo do ser-humano passa a tornar-se o controle para as interações virtuais. Não existe mais interface/hardware. Estamos tocando no software.
Isso inverte a lógica sobre o princípio do ciborguismo. Enquanto todas as nossas brincadeiras culturais sobre o futuro apontavam para o hardware (a tecnologia) invadindo o corpo humano, o presente nos mostra que vemos o aparato humano (a biotecnologia) invadindo o hardware. Adentramos o espaço virtual com as credenciais orgânicas de nossos corpos.
O chip é o corpo do homem que adentra a armadura tecnológica. A tecnologia se molda por nosso corpo, nossa zona interna não é invadida, o ciborguismo não está no sangue, está na aura. O ciborguismo segue o mesmo preceito da mídia e não o controle das câmeras: tem a capacidade de aumentar a aura dos eventos e não de aprisionar o homem em uma sala de espelhos. A mente e a natureza humana pode ser espiã, mas a expansão das relações e do conhecimento coletivo prevalecem. Aumentamos a nossa aura para encontrarmos ainda mais relações, afinidades, vibrações entre corpos e corpos. As novas dimensões do corpo estão sendo investigadas, e o molde da tecnologia começa a adaptar-se às rugas de nossa juventude.
