O solo onde a flor sem fim desabrocha recebe a minha semente. Agora, desabrocho junto. Orientado pela beleza com coração, o caminho aqui se abre. Abençoado pela luz do sol interno que desperta em manhã sem fim. Na respiração expando a atenção, ancorado no aqui e no agora. A realidade é em comunhão com o eterno. Eterno Presente. Sempre a se revelar.
Na respiração me ancoro.
No coração acordado, me ancoro.
Silencio a mente, abro a fontanela,
fixo o olhar no centro da vida, essa absoluta aquarela.
O Amor do Conhecimento sem fim, flui por mim.
- Mas ainda não O sou!
Esse fluxo me limpa, me ensina e me derrama em lágrimas de Verdade.
- Mas ainda não O sou!
A realidade esbranquece revelando os riachos de energia do Amor.
- Mas ainda não O sou!
- Qual o mistério ainda me falta aninhar?
- Qual o amor ainda me falta despertar?
- Qual a chave deve-se no agora virar?
Para que o êxtase da existência jamais possa cessar?
- Não Sei.
Pois este saber não pode ser sabido
Este saber pode ser sim saboreado
Pelas papilas do amor maduro
e é por isso que me uno ao guru
para que a doce deidade da existência
se derrame em total essência
sem filtro ou infiltração
em pura e plena absorção
derramada em toda a direção
sem meio termo, a solução
completa, total, final!
(mesmo que ainda não tenha fim)
ó meu guru, desperta em mim!
entrega o Amor à minha boca aberta
servido pela haste da verdade,
na hora certa
meu guru, és vivo!
meu Deus habita a carne,
para fazer o insabível ser saboreado
na etiqueta correta da Lei Universal
e eu, já ser alado,
sou agora impulsionado,
no começo ou no final
a proclamar suave com a letra do silêncio:
- eu agora já O sou! eu agora já O sou!

17 de janeiro... Dia mundial do poeta, que agora já não é mais marginal, pois já não há mais margens. Aho!
Posted by: Noah | January 17, 2011 at 12:53 PM