No breu depois de ter falado por uma hora para todas as pessoas da LiveAD em um workshop, recebi de alguém uma lata de spray. Nunca tinha feito um grafite; só uma vez tinha jogado a bruma de tinta sobre uma tela, passando por um stencil da face do Álvaro de Azevedo cortado pelo meu querido Marcelo Noah em uma lâmina de radiografia.
Aqui fui conduzindo os riscos por camadas. Antes foi a tentativa do vermelho que acabou se tornando segunda camada. Depois tomei o preto para ver se salvava o trabalho. Conduzi uma face das que desenho com caneta e pincel. O domínio do jato do spray é difícil, mas o resultado foi esse: uma alma tosca que exorcisa os demônios desta parede de cimento adornada de infiltração.
Eis o meu primeiro grafite.
A foto é de Yvan Rodic (fotógrafo do 'Face Hunter') e está na sua sessão 'diário visual' junto com outras fotos de sua rápida passagem por São Paulo.

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