É evidente a importância dos estados alterados de consciência na definição da expressão 'pop' do mundo hoje. É evidente o resgate das culturas nativas e a ascenção das culturas pré-colombianas impulsionadas pela proximidade do Grande Evento maia que se aproxima com a chegada de 2012. É evidente que nesta celebração do 'fim de um mundo' que nunca foi nosso, o hedonismo febril dos cristais de neon, a beleza da década perdida, o olhar melâncólico de uma ilustração pós-sci-fi e a evocação de um Jim Morrison geek-andrógeno sejam de uma beldade quase íntegra e cheia de sentido para a geração do sem-sentido.
Estamos quase lá querida platéia; e quando parecia ser o menos propício dos momentos, eis que se refaz o sentido dessa história toda. Nasce como língua. Apinhado no mesmo mistério da laringe, parece que neste ponto se consegue ajuntar de diferentes esferas e camadas da cultura o traço mais destilado das diferentes energias que rondaram a trâmite 'pop' da existência ocidental humana; Emergem das tramas relacionais dos grandes astros um espirro celestial de constelações evidentemente apoiadas sob uma geometria cósmica que agora parece nos desafogar da lama quintessencial de morno e morto rock que ainda reina sobre a esfera de nossa cultura carro-chefe.
Empire of the Sun reverbera o movimento inicial nascido das raízes de um Animal Collective seminal e estendido ao senso do mundo das gerações mais recentes pelos braços e olhos virtuosos de MGMT. O legado do Tribalismo Cosmopolita (Comopolitan Tribalism) resurge pela beleza grouxa desta dupla australiana pré-produzida. É reafirmado aqui, mais uma vez, o mini-ciclo do retorno dos nativos; uma nascer da terra que perdurará com excelência expansiva até o momento em que o sol se alinhar com o povo no ano de 2013 - recolocando o tempo em seu devido espaço e o espaço na leveza da cronologia do nosso devido tempo; Eis da quarta dimensão. A Ho!

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