Cada pequena parte da nossa vida é um pequeno movimento, um pequeno fluxo que derrama-se em direção determinada. Este fluxo que acontece ao natural pode ser reforçado ou redirecionado através da luz da consciência. Basta lançarmos nossa consciência sobre o movimento e podemos reorientá-lo. Deixá-lo mais forte, deixá-lo mais fraco. Tudo, por mais complexo que pareça ser, na verdade é simples e possui contentamento em fluir (joy to flow).
Possuir liberdade, possuir a capacidade de desapego de todas as situações é a capacidade de fluir. É respeitar o fluxo e a flexibilidade de todas as coisas, a natureza primeira da existência formal: a transmutação. A rigidez e o rigor são características que existem no mundo, mas estas são coisas que intelectuais-dançarinos não devem buscar. Ao menos não devemos reforçar o seu movimento sólido. A tendência do intelectual-dançarino é sempre aderir às coisas com que se relaciona. Isso faz com que se torne perigosa a rigidez para um intelectual-dançarino. Ele poderá perder sua dança e sua cabeça o pressionará como um martelo. Caindo por sobre o corpo. Desintegrando o sexo e a liberação. É nossa prioridade nos tornarmos a flexibilidade em si, o próprio fluxo. Esse é o movimento geral da vida de um intelectual dançarino.
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