Clique para escutar depoimentos à fila do cinema #1
Clique para escutar depoimentos... #2
ELES FECHARAM!
Aproveitando que a cidade estava vazia, a Secretaria de Cultura do Governo do Estado do RS
fechou sorrateiramente a sala
NORBERTO LUBISCO
da Casa de Cultura Mário Quintana neste janeiro. Sim, fechou fechado,
para não abrir mais. Junto da sala, três dos dez funcionários do cinema
da CCMQ foram demitidos, sobraram sete.
Ninguém, nenhum jornal, nenhum programa de TV ou rádio noticiou essa catástrofe.
Então,
nesta próxima semana farei uma série de reportagens e entrevistas para
o programa que estou conduzindo, ao meio-dia, na Rádio Ipanema
FM, o 'N Coisas'. Gostaria de contar com a ajuda daqueles que, como eu,
não aceitam isso calados e exigem um posicionamento dos responsáveis
por esse atentado à cultura de Porto Alegre. Quem tiver algo a dizer,
contribuir, informar, etc. pode mandar para mim aqui no blog [comentários].
Por fim, gostaria de lembrar que a sala Norberto Lubisco leva o
nome do "fotógrafo gaúcho que marcou por mais de três décadas a nossa
produção cinematográfica e teve seus trabalhos inúmeras vezes premiados
com Kikito de melhor direção de fotografia no Festival de Cinema de
Gramado".
Esta sala é (ou 'era'?) uma da mais charmosas da cidade e a última
com suas portas voltadas para a calçada (Rua dos Andradas). Ressalto
também que ela, mesmo fechada, está em perfeitas condições de uso -
projetor, assentos, ar-condicionado - contando com 53 lugares.
Eu não admito isso assim dócil, aquela sala é nossa!
E você, que tal? Avante, pessoal!
---
Saca o que o pessoal já está comentando por aí:
"Puxa, quantas memórias! Cara, não podemos deixar durrubarem nossa saudosa maloca." - Elemar do Amor Divino
"Que foda, horrible!" - Mari Schenkel
"Total apoio!" - Denise Fernandes
"Putz!" - Luis Pellizzari
"Lá vivi o começo da minha paixão por cine argentino." - Andiara Moraes
"ABSURDO!" - Mel Berny
"Era a melhor dentre as três da Casa de Cultura." - Douglas Freitas
"Não, não pode ser!" - Helga Kern
E leia o post foda que a Mari Messias escreveu sobre o caso, AQUI.