Um estudo feito por um grupo da
Universidade Harvard entre 32.046
mulheres que nunca fumaram, ao
contrário de seus maridos, mostrou
que a incidência de doença coronariana entre elas atingiu quase o dobro daquela encontrada entre mulheres não expostas.
Pesquisa da Universidade Yale,
nos Estados Unidos, com 10 milhões
de mulheres de maridos fumantes
revelou que a incidência de câncer
de pulmão foi o dobro da esperada
entre não fumantes.
Há poucos meses, nesta coluna citei um estudo recém publicado pela
Universidade de Glasgow para avaliar o impacto da lei que proibiu o
fumo em bares e restaurantes na incidência de ataques cardíacos.
Nos dez meses que antecederam a vigência da lei foram internados nos
hospitais de Glasgow 3.235 pacientes com quadros coronarianos agudos.
Nos dez meses seguintes à proibição houve 551 casos a menos. Houve
queda em todos os grupos: 14% nos fumantes, 19% nos ex-fumantes e 21%
nos não fumantes, a diminuição mais acentuada.
Para não abusar de sua paciência,
leitor, serei breve: os dados são inequívocos, os fumantes passivos estão sujeitos a sofrer dos mesmos
males que afligem os ativos.
[Drauzio Varella - Folha, 25 de abril de 2009]

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