Em Buenos Aires ocorre um prodígio mítico-tabagístico que este blog não pode deixar passar em brancas nuvens: uma das mais fortes tradições locais reza nunca deixar Carlitos sin puchos.
Isso mesmo, sepultado no Cementerio de la Chacarita, Carlos Gardel recebe multidões de visitantes comprometidos em jamais deixar que essa chama se apague.
Explico: todos os anos, nas datas de nascimento e morte do cantor, filas de pessoas permanecem de prontidão para substituir velhas baganas por novos cigarros à garbosa estátua do 'morocho del Abasto', fazendo com que ela nunca fique sem tabaco. Até quem não fuma entra na onda e compra un paquete de diez para não ficar de fora da oferenda.
Não é lindo?! De dez em dez minutos uma nova pessoa trepa na tumba para, em ritmo de prece, levar a cabo essa operação. Assim, sempre há um crivo queimando entre os dedos negros da imagem de Gardel.
Tango querido
que ya pa'siempre pasó,
como pucho consumió
las delicias de mi vida
que hoy cenizas sólo son.
Tango querido
que ya pa'siempre calló,
¿quién entonces me diría
que vos te llevarías
mi única ilusión?
No detalhe da foto, vemos o ídolo tomando parte de uma reunião animada do Two Cigarettes Smoke Society.
Cariño, maestro!

sensacional!
Posted by: hermano | June 14, 2008 at 08:27 PM
Mañana!
Posted by: Clara | December 10, 2011 at 10:21 AM