
"Que ficcionista seria capaz de criar um personagem como Tim Maia?", pergunta o produtor musical Nelson Motta, e completa: "E quem acreditaria?" Trata-se da comédia biográfica mais deliciosa de todos os tempos: "Vale tudo – O som e a fúria de Tim Maia", publicada no ano passado pela Editora Objetiva. Autodefinido "preto, gordo e cafajeste", Tim foi uma das personalidades mais anárquicas de nossa cultura, e ninguém melhor do que Motta, amigo íntimo do compositor, para fazer o inventário de seus 30 anos de "carreiras", escândalos e indigestões: "Fiz uma dieta rigorosa", confessou certa feita o mestre-cuca do soul, "cortei álcool, gordura e açúcar: em duas semanas perdi 14 dias!"
