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El mapa de todos!

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El mapa de todos

 

Porto Alegre sediará o mais pulsante festival de rock voltado para a comunhão da América Latina: "El Mapa de Todos", uma histórica iniciativa do jornalista Fernando Rosa, que esteve comigo no Programa Circo Beat!

Fruto de uma parceria entre as produtoras Senhor F. e Scatter Records, da Argentina, o Festival El Mapa de Todos teve a sua primeira edição no ano passado, em Brasília, reunindo um grande número de artistas das mais variadas regiões da América do Sul.

Este ano, com o patrocínio da Petrobrás, o evento se transfere de forma definitiva para Porto Alegre, e vai rolar durante os dias 12, 13 e 14 de abril, no Bar Opinião.

Serão, ao todo, 18 bandas – das quais 12 brasileiras e seis castelhanas – alinhadas com as mais diversas tendências e subgêneros do rocanrol contemporâneo. Além disso, o Festival contará com uma série de seminários abertos ao público, onde serão debatidos temas relacionados à integração cultural dos países iberoamericanos.

 

Nosso norte é o sul

 

(De acordo com Fernando Rosa, a ideia do projeto é "somar esforços a uma série de outros festivais que promovem o contato entre manifestações independentes, tais como o Vive Latino, no México; o Rock al Parque, na Colômbia; e o Ciudad Emergente, na Argentina.")

 

Escute aqui a entrevista completa:

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                        EL TODO    

  Senhor F

DEL MAPA 

 

Godoh: Como foi feita a curadoria das bandas?

Senhor F: Sempre privilegiando artistas de fora do mainstream, ou seja, bandas ainda emergentes em seus países... Por exemplo, do Chile, estamos trazendo o Gepe, e da Argentina, convidamos um grupo chamado El Mató A Un Policía Motorizado, um dos melhores shows de rock da América do Sul. Chamamos também os uruguaios do Contra Las Cuerdas, que fazem uma mistura de hip hop com diversos gêneros locais, e uma banda venezuelana de rockabilly latino, Los Mentas. Além deles, Los Negretes, do México, um punk de garagem com trompete mariachi, e também o espanhol Xoel López, que vem apresentar um projeto chamado Canciones Encontradas, junto com o Pablo Dacal, da Argentina, e o uruguaio Franny Glass.

Godoh: E os brasileiros?

Senhor F: Bem, o Festival abre com uma banda psicodélica de Passo Fundo, o Reino Elétron, que foi selecionada no Pampastock. Temos também a participação da Sociedade Bico de Luz, de Guaíba, com sua temática suburbana e local. Além disso, chamamos algumas bandas que vêm se conectando de forma interessante com países vizinhos, como a Superguidis e a Macaco Bong. Já o momento tropicalista ficará a cargo do grupo carioca Do Amor, que foi o conjunto de apoio do Caetano Veloso no disco Cê. Isso tudo sem falar no Arthur de Faria, no Frank Jorge e no Wander Wildner, com seu glorioso portunhol selvagem.

Godoh: Por que o Festival veio para Porto Alegre?

Senhor F: Olha, como eu morava em Brasília, a primeira edição aconteceu lá... Mas todo mundo sempre dizia que tinha que acontecer aqui. Sabe, as pessoas têm uma ideia de Porto Alegre como a cidade embaixadora da relação com a América do Sul. Então, resolvi trazer pra cá... Inclusive, acho que foi por conta disso que o projeto acabou sendo aprovado. Provavelmente, quem fez a análise também pensava que Porto Alegre tinha mesmo a cara do Mapa de Todos!

 

02/28/2011 | Permalink | Comments (2)

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