Antes de mais nada, é bom lembrar que na doutrina Zen, quando o discípulo começa a sofismar com demasiada sutileza, os mestres o presenteiam com um belo soco nos cornos. Não para puni-lo, mas porque o bofetão significa "a tomada de contato com a vida, sobre a qual não se deve raciocinar". Ou seja, como diz o retro-marqueteiro Joõo Mognon, "existe verdadeiramente o inexprimível, e ele se mostra; é a mandala". Portanto, tomemos a bofetada na cara do mestre Zen, e fixemos a atenção no olhar do sofista sutil: "Eu vejo uma mandala". (Enfim, mandalas e sofistas: divindades que aceitam com alegria o "mutável", mas ao mesmo tempo recusam as leis que o imobilizam, redefinindo-o sempre através de uma triste festa de marketing e provisoriedade.)

nossa, que bonito isso!
Posted by: Luzinha | 10/03/2008 at 10:12