Pela velha peneira do rock passa uma juventude cansada e perdida. Desde 1954, com o lançamento de "Rock around the clock", de Bill Halley, a humanidade vem sendo torturada por um bando de cabeludos fedorentos, obcecados com a idéia de substituir a música pelo arroto. Uma delinqüência juvenil que há décadas tornou-se especialista em justificar o próprio retardo genético-intelectual por meio da promiscuidade estético-comportamental. Uma corja de vagabundos – como Elvis Presley, John Lennon, David Bowie e Kurt Cobain – que só serviu para contribuir na superlotação de presídios e manicômios pelo mundo afora.
Em todos os tempos, caro leitor, o rock sempre foi sinônimo de incompetência. E digo mais: essa merda só conseguiu sobreviver porque desenvolveu algo simplesmente fenomenal – a fantástica capacidade de seduzir os débeis mentais. Falo de um tipo de gente tão analfabeta que não consegue ler nem o selo do disco que acabou de comprar. Uma súcia de abobalhados que, no quesito estupidez, só perde para os chamados "repórteres do rock" – uma manada de suínos que não sabe escrever, entrevistando mulas que não sabem falar, para vermes que não sabem ler. Dessa forma, creio que já não restam dúvidas de que o rock é mesmo a "AIDS da música", como definiu o maestro Julio Medaglia.
Portanto, em face de toda essa problemática, observo que é tempo de tomarmos uma drástica providência. Em nome de nossa própria saúde fecal, precisamos dar um basta a todo esse fedor de cânhamo que paira sobre o mundo, asfixiando a civilização. Entretanto, acredito que o senhor deva estar-se perguntando como educar uma tropa de bestas que há mais de meio século bate o martelo da idiotice sobre nossas cabeças inocentes. Pois bem, a resposta é simples: "banindo definitivamente o rock da face do planeta".
Loucura? Não, higiene! E o primeiro passo para a limpeza do mundo, ao que parece, já foi dado: no dia 25 de março, a Universidade do Vale do Rio dos Sinos, a Unisinos, deu início ao primeiro ano letivo do "Curso Superior de Formação de Músicos e Produtores de Rock", idealizado pelo compositor gaúcho Frank Jorge. Isso significa que dentro de dois anos e seis meses, a cruzada pela completa extinção da raça dos roqueiros terá alcançado o magnífico número de 40 vítimas. "No início, pareceu um negócio meio maluco", explica Jorge, o Salvador, e complementa: "A idéia não é formar grandes expoentes da música, mas pessoas que vão adquirir conteúdo". Na mosca!
O incentivo para o ex-roqueiro Jorge arquitetar uma "graduação em rock" veio, é claro, através da provocação de um anjo chamado Fabrício Carpinejar, um anjo muito sensato, coordenador do curso de "Formação de Escritores e Agentes Literários", também na Unisinos, que disse: "Vai, Frank! De uma vez por todas! Vai afinar o coro dos incompetentes!" Bravo, senhor Carpinejar!
Para isso, Jorge, o Messias, resolveu dividir o curso em quatro módulos. Quais sejam: "Construção de referências musicais", com leitura e discussão da obra de José Ramos Tinhorão; "Identidade musical e elaboração de repertório", com leitura (sem discussão) da obra de Hidelbrando Dacanal; "Preparação da carreira", sem leitura (mas com discussão) da obra de Luís Augusto Fischer; e "Castração musical", com leitura e audição da obra de Marcelo Camelo. Além disso, evidentemente, os alunos terão aulas de Direito Autoral, Ética e Bons Costumes. Segundo o ex-roqueiro, "quem se inscreveu no vestibular vai ter que ralar". Bravo, senhor Jorge! Bravo!
Pois bem, ilustre leitor: "banir o rock por meio de sua institucionalização acadêmica" – eis a solução que urge imediatamente ser exportada para o resto do País. (O que, aliás, já vem acontecendo: a idônea faculdade Estácio de Sá, do Rio de Janeiro, divulgou que também planeja oferecer um curso semelhante, sob a orientação de ninguém menos que Roberto Schwartz!) Bravíssimo! E que sirva a façanha de Frank Jorge de modelo a toda Terra!
Humm I love to support khmer enrtteainment, but I just found a few songs I love out of all Rock songs. Rather listen to the original classic song from Samouth and Sothea. Peace.
Posted by: Egor | 05/15/2012 at 08:26 PM
cê tá frustrado com o que?
Posted by: shinobigoes | 06/03/2012 at 08:29 AM
Não discuto sobre as má influências, mas ou você gosta de música erudita ou não gosta de mais nada. Pra mim isso tudo aí parece uma grande ironia, de tão idiota.
Posted by: ckbsijagf | 12/19/2012 at 07:21 PM