Desde sua mais tenra infância,
Marney Vocalista Cantor já demonstrava um profundo apreço pela equoterapia. Toda vez que tinha um orgasmo, ele costumava flutuar de quinze a vinte centímetros, fato que não só chamava a atenção do seu próprio cavalo, como também lubrificava a imaginação sexo-safadinha de toda a sua tchurma no
Partenon.
Assim, numa fria tarde de 93, cansado de sua solidão elegante, Marney resolveu lançar ao mundo uma centáurica mensagem, mesmo que isso custasse a própria vida.
Percebendo a necessidade de um nome artístico para o seu curioso fenômeno contracultural, Marney e seus amigos realizaram um brainstorm no topo do Morro Santo Antônio. Foi quando o derradeiro nome caiu de maduro: Tarcísio Meira’s Band!
Nos primeiros anos de estrada, a banda não foi encarada com seriedade por grande parte do público. Mas graças a suas performances enérgicas e um empresário com bons contatos, o sucesso veio à tona em abril de 95, após a divulgação do seu novo posicionamento de marketing no banheiro do
Show Club Cardoso.
(A
aceitação pública
foi massiva, e Marney nunca mais precisou usar guardanapos durante refeições públicas.
)
Uma década inteira de sucessos garantiu uma vida empolgante para a Tarcísio Meira’s. Porém, quando o público menos esperava, a banda conheceu seu trágico fim. Foi durante o festival indoeuropeu "Die Musik die explodiert meinem Esel", sediado em Bruxelas.
Ao tentar retirar o microfone do pedestal, Marney Vocalista Cantor bateu com uma barra de metal em sua própria testa, causando em si mesmo uma vontade irresistível de virar contador. O impacto foi tão grande que o festival foi encerrado imediatamente, ao mesmo tempo em que o músico cuspia no público bolas de papel carbono incandescentes.
Mesmo assim, a Tarcísio Meira’s permanece até hoje como uma banda cult, sendo ainda muito influente na cena gastronômica da Avenida
Bento Gonçalves.
Comments